quinta-feira, 3 de junho de 2010

FIÉIS ENFEITAM RUAS PARA A PROCISSÃO DE CORPUS CHRISTI

 








BARRA MANSA - RJ
Como parte da programação da solene festa de Corpus Christi, dezenas de pessoas entre crianças, jovens e adultos participaram na manhã desta quinta-feirada da confecção dos tracicionais tapetes espalhados  no trageto entre as igrejas de Santa Luzia e Santa Cruz no bairro Vila Nova.
Produzidos com pó de serragem, pó de café, cascas de ovos, tintas e outros objetos, os tapetes são preparados para receber procissão do Corpo de Cristo. A procissão acontecerá no final da Missa Solene que este ano será celebrada na igreja de Santa Luzia às 19 horas. Após a cerimônia que será presidida pelo reverendíssimo padre Jorge Luiz Martins Pereira, os fiéis que acompanharam o sacerdote que levará a hóstia consagrada até a igreja Matriz de Santa Cruz onde será concedida a bênção solene... Centenas de pessoas são esperadas para o evento religioso.

Fotos: Devanil Lacerda de Aguiar.

EVANGELHO - (Lucas 9,11b-17) SOLENIDADE DE COPUS CHRISTI

- O Senhor esteja convosco!
- Ele está no meio de nós! 
- Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor! 

Naquele tempo, 11bJesus acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava todos os que precisavam.
12A tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar deserto".
13Mas Jesus disse: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Eles responderam: "Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos comprar comida para toda essa gente".
14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos: "Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta".
15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão. 17Todos comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos dos pedaços que sobraram.

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.
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REFLETINDO A PALAVRA
Dai-lhes vós mesmos de comer

Lucas introduz a narrativa da partilha dos pães a partir de um sumário da missão de Jesus: acolher as multidões, ensinar sobre o Reino de Deus e promover-lhes a vida. Neste contexto, a multidão encontra-se em nova situação
de carência: entardecendo, e em lugar deserto, necessitam de alimento e hospedagem. Os discípulos sentem esta necessidade da multidão e vão a Jesus. Jesus os provoca: "Dai-lhes vós mesmos de comer". Alguns pães e peixes de que dispunham são abençoados (eulogêsen) e partidos por Jesus. O Evangelho de João diz que Jesus "deu graças" (eukharistêsas) e distribuiu-os à multidão. Fica assim caracterizada a ação de graças eucarística como a prática da partilha dos bens recebidos, na comunhão de amor e vida com o próximo mais necessitado e carente.

Autor: José Raimundo Oliva.

sábado, 29 de maio de 2010

EVANGELHO DOMINICAL - (João 16,12-15) - DOMINGO, 30/05/2010


- O Senhor esteja convosco!
- Ele está no meio de nós!
- Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
- Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora.
13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.
14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


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REFLETINDO A PALAVRA

Deus conduz a sua criação à plenitude

Deus conduz a sua criação à plenitude com uma admirável paciência histórica. Não em sete mais sete dias (criação e redenção), mas em milhares de anos, ao longo da história. Com estilo poético, na tradição bíblica, a Sabedoria do Criador é apresentada de maneira personificada em sua relação com a criação (cf. primeira leitura). O Criador, Deus Pai, fez os céus e a terra. Sobre a terra, a humanidade. A humanidade, em íntima comunhão com o universo, ao Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Santíssima Trindade longo do tempo desenvolve-se no ritmo de flores que desabrocham, um dia por mil anos. Vive suas experiências culturais, religiosas e socioeconômicas. Dentre estas experiências, o mundo cristão ocidental destaca a experiência político-religiosa de Israel. No devido tempo, Deus revela sua presença na história, em Jesus, seu Filho amado, homem entre os homens e mulheres. É concebido e nasce aquele que é a plenitude da vida. Jesus, entre 33 e 36 anos, vive na Galileia, região de cultura híbrida greco-oriental-judaica. Revela ao mundo o Reino de Deus e o Pai e envia aos discípulos o Espírito Santo, comunicador do amor e da vida eterna. O Paráclito, Espírito Santo, permanece nos discípulos reunidos em comunidades. A sua presença nos discípulos é também a presença do Filho, presença real. Presença oculta aos nossos sentidos carnais, porém percebida na fé e nos corações. Presença dinâmica que impele as comunidades à missão do anúncio e do testemunho do Reino de Deus ao longo da história. As comunidades continuam o ministério revelador de Jesus.
Deus é Trindade, é a plenitude do amor, na eternidade. O amor se manifesta no tempo e permanece na eternidade. Deus é amor e o amor é transbordante. Deus quis comunicar seu amor aos homens e mulheres por ele criados. Aqueles que acolherem este amor comunicador e a ele se unirem passam do tempo para a eternidade, em comunhão com Deus em sua vida divina e eterna. À Trindade são associadas as três virtudes teologais: a fé, a esperança e o amor/caridade (segunda leitura). No Cristianismo, a justificação pela fé já fora um dom de Deus a Abraão. A esperança da glória de Deus nos foi revelada pelo Filho, Jesus. O amor, que é a concretização da glória de Deus, é consumado, na história, nas comunidades dos fiéis, pelo Espírito Santo derramado em nossos corações.

Autor: José Raimundo Oliva.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PERSEGUIÇÕES PROVAM A AUTENTICIDADE DA MISSÃO, EXPLICA BENTO XVI

 VATICANO - ROMA.
Bento XVI recebeu em audiência os participantes da Assembleia Geral do Conselho Superior das Pontifícias Obras Missionárias (POM) na manhã desta sexta-feira, 21.
Numa época em que a humanidade afronta uma série de desafios em diversos setores, a evangelização apresenta-se especialmente como "uma missão imensa", nas palavras do Papa.
"Como o apóstolo Paulo demonstrava a autenticidade de seu apostolado através das perseguições, feridas e tormentos súbitos (cf. 2 Cor 6-7), assim as perseguições também são prova da autenticidade de nossa missão apostólica. [...] Quem participa na missão de Cristo deve, inevitavelmente, enfrentar as tribulações, conflitos e sofrimentos, pois entra em conflito com as forças e os poderes deste mundo", indicou.

Acesse.: Discurso do Papa  à Assembleia das Pontifícias Obras Missionárias

O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano e contou com a presença do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Ivan Dias, a quem estão subordinadas as POM. A Assembleia do organismo vaticano ocorreu em Roma, entre os dias 17 e 21.
O Pontífice ressaltou que o Espírito Santo é que capacita a Igreja e os missionários a cumprirem a missão que lhes é confiada, "dando-lhe a força para expandir-se, preenchendo os discípulos de Cristo com uma riqueza transbordante de carismas. É do Espírito Santo que a Igreja recebe a autoridade do anúncio e do ministério apostólico".
O Santo Padre reafirmou algo que já havia mencionado em sua Carta Encíclica Caritas in Veritate: "a evangelização precisa de cristãos com os braços levantados para Deus em oração, cristãos movidos pelo conhecimento de que a conversão do mundo a Cristo não é produzida por nós, mas nos é doada". 

Serviço à humanidade 
Bento XVI afirmou que a pregação do Evangelho é um serviço inestimável que a Igreja oferece à humanidade que caminha na história.
"A Igreja, presente e operante nas fronteiras geográficas e antropológicas, é portadora de uma mensagem que permanece na história, onde proclama os valores inalienáveis da pessoa, com o anúncio e o testemunho do plano salvífico de Deus, tornado visível e operante em Cristo. A pregação do Evangelho é a chamada à liberdade dos filhos de Deus, também para a construção de uma sociedade mais justa e solidária para nos preparar à vida eterna".

Fonte: Canção Nova Notícias.

sábado, 22 de maio de 2010

CONHEÇA MAIS SOBRE A CELEBRAÇÃO DO PENTECOSTES

FUNDAMENTOS DA FESTA DE PENTECOSTES

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da Páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.



 SOLENIDADE DO PENTECOSTES

No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua ressurreição (cf. Act 1, 3). Antes da ascensão ao Céu, ordenou que "não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem que se cumprisse a promessa do Pai" (cf. Act 1, 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. Act 1,14).

Permanecer juntos foi a condição exigida por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma oração prolongada. Desta forma, encontramos delineada uma formidável lição para cada comunidade cristã. Por vezes pensa-se que a eficiência missionária dependa principalmente de uma programação atenta e da sucessiva inteligente realização mediante um empenho concreto. Sem dúvida, o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.

As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo o vento e o fogo recordam o Sinai, onde Deus se tinha revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Êx 19, 3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa do Pacto. Falando de línguas de fogo (cf. Act 2, 3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa do novo Pacto, na qual a Aliança com Israel se alarga a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem. A universalidade da salvação é significativamente evidenciada pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem todos os que ouvem o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. Act 2, 9-11).

O Povo de Deus, que tinha encontrado no Sinai a sua primeira configuração, hoje é ampliado a ponto de não conhecer qualquer fronteira de raça, cultura, espaço ou tempo. Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.

O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor. Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos. Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d'Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu.

É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser "expressão e instrumento do amor que d'Ele promana" (Deus caritas est 33). Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: "Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!"

Fonte: Wiki CN.

EVANGELHO DOMINICAL - SÁBADO E DOMINGO, DIAS 22 E 23/05/2010


 EVANGELHO DA SOLENE VIGÍLIA DE PENTECOSTES
João 7,37-39

- O Senhor esteja convosco!
- Ele está no meio de nós!
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
- Glória a vós, Senhor!

37No último dia da festa, o dia mais solene, Jesus, em pé, proclamou em voz alta: “Se alguém tem 38sede, venha a mim, e beba. Aquele que crê em mim, conforme diz a Escritura, rios de água viva 39jorrarão do seu interior”. Jesus falava do Espírito, que deviam receber os que tivessem fé nele; pois ainda não tinha sido dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

- Palavra da Salvação!
- Glória a vós, Senhor!


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EVANGELHO DA SOLENIDADE DE PENTECOSTE
João 20,19-23

- O Senhor esteja convosco!
- Ele está no meio de nós!
- Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
- Glória a vós, Senhor! 

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 
22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

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REFLETINDO A PALAVRA

O dom do Espírito Santo

O dia da ressurreição, primeiro dia da semana, bem delimitado no Evangelho de João, começa com a ida de Maria Madalena ao túmulo de Jesus, "de madrugada [.], quando ainda estava escuro". Agora, "ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana", Jesus manifesta-se aos discípulos reunidos. É um dia completo, que começa com a insegurança
do túmulo vazio e termina, em plenitude, com a presença de Jesus ressuscitado, com sua paz e o dom do Espírito Santo. A partir daí inaugura-se a plenitude dos tempos. Nesta narrativa de João, o dom do Espírito Santo se dá com o sopro de Jesus sobre os discípulos. A palavra "espírito" tem origem no Primeiro Testamento, com o significado de
"sopro vital". É por este "sopro vital" de Deus que surge a criação na narrativa do Gênesis. Agora, Jesus comunica seu sopro vital, divino e santo, seu Espírito, aos discípulos. Lucas não o menciona na passagem paralela a esta,
em seu Evangelho. Ele opta por dar, em Atos dos Apóstolos, um grande destaque a esta comunicação do Espírito Santo, com uma impressiva manifestação divina, teofania, como acontecimento que ocorre na festa judaica de
Pentecostes (primeira leitura), a fim de vincular o movimento de Jesus ao Judaísmo de Jerusalém. E é este Espírito que anima as novas comunidades em sua pluralidade de dons, porém formando um só corpo no seguimento e união com Jesus (segunda leitura). A ressurreição, com as aparições sucessivas, é a confirmação de uma realidade que
a antecede. É a confirmação da condição humana e divina de Jesus de Nazaré. Toda a sua vida foi dom de amor a todos que conviveram com ele, particularmente os discípulos ao longo dos três anos de seu ministério. Agora, os discípulos o percebem claramente. Jesus de Nazaré, filho de Maria, Filho de Deus, é portador e comunicador da vida divina e eterna.


Autor: José Raimundo Oliva.